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REFLEXÕES CIDADÃS - ITEM III: SUGESTÃO PARA O FUNDO ELEITORAL

O Brasil é mesmo um país surreal! Um país com históricos problemas na saúde, alta de preços da gasolina, gás de cozinha e alimentos, enfim, problemas não faltam e sua população luta com dificuldades para seguir sobrevivendo. E, mesmo neste panorama, é aprovado um fundo eleitoral cujo valor é  quase o triplo do que foi utilizado no pleito de 2018 e mais do que o dobro do montante de 2020. Ou seja, enquanto o povo luta para sobreviver, os políticos terão dinheiro público farto para suas campanhas. E, se imaginarmos que não devem ser poucos os que devem usar artimanhas com notas falsas de "empresas de amigos" para comprovar seus gastos, olha aí quanto dinheiro desperdiçado! 

Eu fico pensando: não sei se ainda existe, mas lembram do crédito educativo? O aluno frequentava um curso superior em universidade privada e somente depois de formado é que começava a pagar pelo curso. Por que não fazem algo semelhante com o fundo eleitoral? Cada candidato receberia um valor X para sua campanha e, logo após a eleição, ele seria obrigado a devolver esse valor. Já que o financiamento público de campanhas existe, por que não inserem nele também a obrigação de devolução do valor? Afinal, se o governo não pode pagar, por exemplo, a faculdade para todo estudante, por que pagar campanha política? Se o governo não consegue garantir um sistema de saúde 100% eficaz para todos e se não consegue garantir o alimento na mesa de todo brasileiro, por que tanto dinheiro farto indo pelo fundo do ralo? Por que o estudante tem obrigação de restituir o valor custeado pelo governo, sendo que o Estado tem obrigação de garantir Educação para todo brasileiro, e o político não precisa restituir? 

Luciana G. Rugani

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