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CAOS NA RODOVIA BR-493 MAGÉ-MANILHA

por Luciana G. Rugani - Um assunto grave, problema antigo, descaso total dos governos e pequena parcela apenas de cidadãos protestando. 
Quando falamos no estado caótico da BR-493 (Magé-Manilha) no estado do Rio, parece que estamos falando de um problema comum e que em nada afeta a vida das pessoas. Poucas são as matérias em jornais locais sobre as tragédias constantes que ali acontecem. E, na Região dos Lagos, por exemplo, poucas são as pessoas despertas e com consciência de que este problema é de todos, pois trata-se de uma das vias de acesso à região. Não vejo um só blog local citando o problema antigo. Infelizmente parece que acham que é um problema que nunca irá lhes atingir, mas esquecem que não vivem ilhados, não estão isolados e, mais dia menos dia, podem precisar sair de suas redomas e também serem atingidos. Além disso, estejam certos de que este abandono é uma das causas de, a cada ano, diminuir o número de famílias, turistas de bem, que procuram a região na alta temporada e aumentar o número de gangues e malandros que buscam nossa região. O problema ronda a todos e tenho certeza de que se houvesse uma visão mais inteligente, cidadã e solidária, uma pressão maior da sociedade em cima das autoridades competentes, muitos dos nossos problemas poderiam ter sido resolvidos e não precisaríamos perder tantas vidas por tantas razões. Mas infelizmente nossa sociedade é egoísta, e só reclama ou por interesse de politicagem mesmo ou quando o problema bate diretamente e individualmente na sua porta.
Esta rodovia há anos sofre com abandono das obras de duplicação pelo governo federal e o estado aproveitou e fechou os olhos totalmente para o local abandonando também a questão da segurança pública. Ali tornou-se ponto certo de assaltos constantes e mortes. Inaceitável isso!
Segue abaixo matéria do jornal O Tempo sobre o empresário que foi assassinado na BR-493 quando se dirigia para Niterói para passar seu final de ano:

Empresário mineiro é morto a tiros durante assalto em estrada no Rio
Ele era sócio de uma clínica de fisioterapia e ortopedia na região metropolitana de BH e viajava de carro para passar o réveillon em Niterói

Polícia investiga a morte de Dalmo Antônio Júnior, que tinha 54 anos
PUBLICADO EM 30/12/18 - 17h49

BERNARDO MIRANDA

Foi enterrado neste domingo (30) o corpo do empresário mineiro Dalmo Antônio Júnior, 54, no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. Na última sexta-feira (28), ele foi morto a tiros em uma tentativa de assalto na BR-493, em Itaboraí, no Rio de Janeiro. Ele viajava com a mãe para passar o réveillon na cidade de Niterói quando foi interceptado pelos criminosos.
As investigações estão sendo realizadas pela Divisão de Homicídios de Niterói da Polícia Civil fluminense. Ninguém ainda foi preso pelo crime. De acordo com os investigadores, tudo indica que se trata de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Essa será a primeira linha de investigação a ser seguida. 
De acordo com as informações da ocorrência, o veículo Toyota Hilux, dirigido por Dalmo, reduziu a velocidade ao se aproximar de um viaduto que está em construção na rodovia. Nesse momento um outro carro emparelhou com o veículo e efetuou o disparo que atingiu o empresário. Há duas versões para o crime. Uma delas é a de que Dalmo não parou após o anúncio do assalto e os bandidos atiraram. A segunda é que os bandidos atiraram com a intenção de quebrar o vidro que estava fechado e acabaram atingindo a vítima. Dalmo estava acompanhado da mãe e o enfermeiro contratado para cuidar da idosa. Segundo amigos, o enfermeiro contou que os bandidos fugiram logo após o disparo. "Vamos ir embora porque você fez merda", teria dito um dos comparsas do atirador. 
Dalmo havia passado o Natal com familiares em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis e seguia com a mãe para Niterói onde passaria do réveillon. Ele era sócio de uma clínica de fisioterapia e ortopedia com atuação em Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, tenente reformado do Exército, solteiro e morava com a mãe.
A clínica em que era sócio divulgou noto de pesar lamentando sua morte precoce. "Com amparo de Deus e com tudo o que aprendemos em nossa trajetória ao lado de Júnior, logo essa tristeza profunda dará espaço às boas lembranças e a seu legado de bondade e capacidade de entrega ao outro. Nos despedimos de seu corpo físico, mas com a certeza de que sua alma brilhará eternamente em nossos corações", diz o texto. Amigos também fizeram homenagens nas redes sociais lembrando as atividades de lazer que Dalmo mais gostava: acompanhar jogos do Atlético e o mergulho esportivo.

Matéria publicada no jornal O Tempo em 30/12/2018.

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